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Dany: o herói da Supertaça que nasceu em Bom Viver, na ilha do Príncipe

Data da publição: Mar 18, 2026

A plataforma FUTEBOL STP foi ao encontro de Leandro Martins, mais conhecido no futebol por Dany, o jovem jogador do Sport Operários e Benfica que se tornou a figura da Supertaça António Aguiar, ao marcar o golo decisivo que garantiu mais um título para o seu clube.

Natural da ilha do Príncipe, no bairro Bom Viver, Dany tem apenas 18 anos, mas já começa a escrever o seu nome nas páginas recentes do futebol santomense.

Das ruas de Bom Viver ao futebol competitivo

O futebol entrou cedo na vida do jovem jogador. Aos 8 anos, começou a treinar na escola do Mister Vladimir Viegas (Mister Vady), onde deu os primeiros passos no desporto.

Foi precisamente o mesmo treinador que, anos mais tarde, acreditou no seu potencial e lhe deu a oportunidade de integrar a equipa principal do Sport Operários e Benfica.

“Comecei a treinar com 8 anos na escola do Mister Vady e, aos 17 anos, tive a oportunidade de ser inscrito na equipa principal dos Operários, graças à confiança do próprio Mister Vady”, recorda.

Desde então, o clube tornou-se a sua casa. Ao longo da sua carreira até agora, Dany apenas representou os Operários, mantendo uma ligação forte com a equipa.

Os desafios do início

Apesar do talento, o início na equipa principal não foi fácil. O próprio jogador admite que precisou de tempo para se adaptar.

“Quando fui federado pela primeira vez na equipa dos Operários, enfrentei algumas dificuldades de adaptação ao estilo de jogo, mas, com o tempo, consegui evoluir e melhorar bastante.”

Mesmo com dificuldades, desistir nunca foi opção.

“Desistir nunca foi uma opção para mim. Independentemente das dificuldades, continuo focado, porque o futebol é a minha paixão e é isso que me motiva todos os dias a evoluir”

Uma época já histórica

Antes da Supertaça, Dany já tinha vivido um momento muito especial na carreira: a dobradinha nacional na época 2025/26, quando o Sport Operários e Benfica conquistou dois títulos importantes.

Mas a Supertaça trouxe um capítulo ainda mais emocionante.

O jogo da Supertaça António Aguiar

A final foi intensa e muito disputada. Frente ao Bombom, o Operário criou várias oportunidades desde o início, mas a bola insistia em não entrar.

“Criámos muitas oportunidades na primeira e na segunda parte, mas por ansiedade, vontade de marcar e também pelo mérito do guarda-redes adversário, não conseguimos marcar cedo.”

Mesmo com o domínio do jogo, o golo demorou a aparecer. O adversário teve poucas ocasiões, o que mostrava o controlo da partida por parte do Operário.

O momento decisivo chegou já perto do fim.

Num contra-ataque rápido, a bola foi cruzada para a área e encontrou Dany bem posicionado.

“O meu colega serviu-me na área e consegui finalizar da melhor forma possível.”

O golo provocou uma explosão de alegria.

“Foi um sentimento de grande alegria. Era uma jogada que trabalhamos muito nos treinos. Depois do golo corremos todos a celebrar porque faltava apenas um minuto para o prolongamento.”

Um jogo que também teve momentos de perigo

Mesmo dominando a partida, houve um lance que quase mudou o rumo do jogo.

Num pontapé longo do guarda-redes do Bombom, a defesa do Operário foi surpreendida, mas o guarda-redes Saiel apareceu em grande destaque para evitar o golo.

“Ele fez uma grande mancha e evitou o golo.”

O herói, mas com espírito de equipa

Ser considerado o herói da partida foi especial para Dany, mas o jovem jogador fez questão de dividir o mérito.

“Fico muito feliz por ser considerado o herói da partida, mas acredito que o mérito é de toda a equipa. O futebol é um jogo coletivo, e sem o trabalho, a entrega e o apoio dos meus colegas, nada disso seria possível.”

A chave da vitória

Segundo o jogador, o segredo do triunfo esteve na união da equipa e na forma como o grupo encarou o desafio.

“Preparamos muito bem o jogo, tivemos treinos intensos porque sabíamos que o Bombom tinha reforçado a equipa.”

A orientação do treinador foi clara: respeitar o adversário, mas jogar para vencer.

Dentro de campo, três fatores foram decisivos:

  • união da equipa

  • transições rápidas

  • nunca desistir

Um jogador rápido e forte no 1×1

Dany descreve o seu estilo de jogo de forma simples e objetiva.

“Sou um jogador rápido, com boa resistência física. Procuro contribuir para a equipa em todos os momentos do jogo, tanto a defender como a atacar, e acredito que o meu desempenho no um contra um pode fazer a diferença em campo.”

Quando fala de inspiração, não hesita.

“O jogador que mais me inspira é o CR7.”

O sonho da seleção

Apesar da juventude, o jogador já pensa em objetivos maiores: representar São Tomé e Príncipe.

“Seria um grande privilégio representar o nosso país. Para mim, seria um sonho realizado e um enorme motivo de orgulho.”

Orgulho da família

Após a final, a reação da família foi de pura felicidade.

“Eles ficaram muito felizes e orgulhosos da minha atuação. Sempre me apoiam em todos os jogos.”

Olhar para o futuro

Para o jovem herói da Supertaça, o caminho é claro: continuar a trabalhar.

“O meu objetivo é trabalhar diariamente, evoluir como jogador e contribuir da melhor forma possível para o sucesso da equipa.”

E deixa também uma mensagem para os jovens que sonham seguir o mesmo caminho:

“Continuem a acreditar nos vossos sonhos, trabalhem duro todos os dias e nunca desistam, mesmo quando aparecerem dificuldades.”

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Publicado por: Redação

Dany: o herói da Supertaça que nasceu em Bom Viver, na ilha do Príncipe

Data da publição: Mar 18, 2026

A plataforma FUTEBOL STP foi ao encontro de Leandro Martins, mais conhecido no futebol por Dany, o jovem jogador do Sport Operários e Benfica que se tornou a figura da Supertaça António Aguiar, ao marcar o golo decisivo que garantiu mais um título para o seu clube.

Natural da ilha do Príncipe, no bairro Bom Viver, Dany tem apenas 18 anos, mas já começa a escrever o seu nome nas páginas recentes do futebol santomense.

Das ruas de Bom Viver ao futebol competitivo

O futebol entrou cedo na vida do jovem jogador. Aos 8 anos, começou a treinar na escola do Mister Vladimir Viegas (Mister Vady), onde deu os primeiros passos no desporto.

Foi precisamente o mesmo treinador que, anos mais tarde, acreditou no seu potencial e lhe deu a oportunidade de integrar a equipa principal do Sport Operários e Benfica.

“Comecei a treinar com 8 anos na escola do Mister Vady e, aos 17 anos, tive a oportunidade de ser inscrito na equipa principal dos Operários, graças à confiança do próprio Mister Vady”, recorda.

Desde então, o clube tornou-se a sua casa. Ao longo da sua carreira até agora, Dany apenas representou os Operários, mantendo uma ligação forte com a equipa.

Os desafios do início

Apesar do talento, o início na equipa principal não foi fácil. O próprio jogador admite que precisou de tempo para se adaptar.

“Quando fui federado pela primeira vez na equipa dos Operários, enfrentei algumas dificuldades de adaptação ao estilo de jogo, mas, com o tempo, consegui evoluir e melhorar bastante.”

Mesmo com dificuldades, desistir nunca foi opção.

“Desistir nunca foi uma opção para mim. Independentemente das dificuldades, continuo focado, porque o futebol é a minha paixão e é isso que me motiva todos os dias a evoluir”

Uma época já histórica

Antes da Supertaça, Dany já tinha vivido um momento muito especial na carreira: a dobradinha nacional na época 2025/26, quando o Sport Operários e Benfica conquistou dois títulos importantes.

Mas a Supertaça trouxe um capítulo ainda mais emocionante.

O jogo da Supertaça António Aguiar

A final foi intensa e muito disputada. Frente ao Bombom, o Operário criou várias oportunidades desde o início, mas a bola insistia em não entrar.

“Criámos muitas oportunidades na primeira e na segunda parte, mas por ansiedade, vontade de marcar e também pelo mérito do guarda-redes adversário, não conseguimos marcar cedo.”

Mesmo com o domínio do jogo, o golo demorou a aparecer. O adversário teve poucas ocasiões, o que mostrava o controlo da partida por parte do Operário.

O momento decisivo chegou já perto do fim.

Num contra-ataque rápido, a bola foi cruzada para a área e encontrou Dany bem posicionado.

“O meu colega serviu-me na área e consegui finalizar da melhor forma possível.”

O golo provocou uma explosão de alegria.

“Foi um sentimento de grande alegria. Era uma jogada que trabalhamos muito nos treinos. Depois do golo corremos todos a celebrar porque faltava apenas um minuto para o prolongamento.”

Um jogo que também teve momentos de perigo

Mesmo dominando a partida, houve um lance que quase mudou o rumo do jogo.

Num pontapé longo do guarda-redes do Bombom, a defesa do Operário foi surpreendida, mas o guarda-redes Saiel apareceu em grande destaque para evitar o golo.

“Ele fez uma grande mancha e evitou o golo.”

O herói, mas com espírito de equipa

Ser considerado o herói da partida foi especial para Dany, mas o jovem jogador fez questão de dividir o mérito.

“Fico muito feliz por ser considerado o herói da partida, mas acredito que o mérito é de toda a equipa. O futebol é um jogo coletivo, e sem o trabalho, a entrega e o apoio dos meus colegas, nada disso seria possível.”

A chave da vitória

Segundo o jogador, o segredo do triunfo esteve na união da equipa e na forma como o grupo encarou o desafio.

“Preparamos muito bem o jogo, tivemos treinos intensos porque sabíamos que o Bombom tinha reforçado a equipa.”

A orientação do treinador foi clara: respeitar o adversário, mas jogar para vencer.

Dentro de campo, três fatores foram decisivos:

  • união da equipa

  • transições rápidas

  • nunca desistir

Um jogador rápido e forte no 1×1

Dany descreve o seu estilo de jogo de forma simples e objetiva.

“Sou um jogador rápido, com boa resistência física. Procuro contribuir para a equipa em todos os momentos do jogo, tanto a defender como a atacar, e acredito que o meu desempenho no um contra um pode fazer a diferença em campo.”

Quando fala de inspiração, não hesita.

“O jogador que mais me inspira é o CR7.”

O sonho da seleção

Apesar da juventude, o jogador já pensa em objetivos maiores: representar São Tomé e Príncipe.

“Seria um grande privilégio representar o nosso país. Para mim, seria um sonho realizado e um enorme motivo de orgulho.”

Orgulho da família

Após a final, a reação da família foi de pura felicidade.

“Eles ficaram muito felizes e orgulhosos da minha atuação. Sempre me apoiam em todos os jogos.”

Olhar para o futuro

Para o jovem herói da Supertaça, o caminho é claro: continuar a trabalhar.

“O meu objetivo é trabalhar diariamente, evoluir como jogador e contribuir da melhor forma possível para o sucesso da equipa.”

E deixa também uma mensagem para os jovens que sonham seguir o mesmo caminho:

“Continuem a acreditar nos vossos sonhos, trabalhem duro todos os dias e nunca desistam, mesmo quando aparecerem dificuldades.”

Publicado por: Redação

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