O panorama do futebol no continente africano está prestes a mudar drasticamente. O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, confirmou oficialmente que o Campeonato Africano das Nações (CAN) será expandido de 24 para 28 seleções nas próximas edições.
Esta é a segunda grande expansão em menos de uma década, após o salto de 16 para 24 equipas em 2019. Segundo a organização, o objetivo é claro: democratizar o acesso à elite do futebol africano e impulsionar o desenvolvimento desportivo em nações com menos tradição competitiva.
Além do CAN: A Chegada da Liga das Nações Africana
A expansão do torneio principal não é a única novidade. A CAF anunciou a criação de uma Liga das Nações africana, que será organizada por zonas regionais. A medida visa aumentar a frequência de jogos competitivos e a rivalidade entre as seleções, seguindo um modelo de sucesso já implementado na Europa e na CONCACAF.
Um Clima de Tensão e Controvérsia
Apesar das notícias de crescimento, o anúncio ocorre num momento delicado para a CAF. A reunião do comitê executivo no Cairo foi marcada pela renúncia do seu secretário-geral e pela sombra de uma crise de credibilidade.
O ponto central da discórdia é a decisão do Conselho de Apelação de retirar o título de campeão de Senegal, referente à final disputada em Rabat contra Marrocos. A confusão gerada pela saída temporária de campo dos senegaleses em protesto contra a arbitragem, resultou numa punição por “abandono”, mesmo após a equipa ter regressado e vencido o jogo no campo por 1 a 0.
“A CAF buscou amplo aconselhamento jurídico para garantir que seus estatutos e regulamentos estejam alinhados às melhores práticas globais”, afirmou Motsepe, tentando tranquilizar os críticos e parceiros comerciais.
O Futuro no Tribunal
Enquanto a CAF planeia o futuro com 28 seleções e novas competições, os olhos do mundo desportivo estão postos na Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS). Uma reversão da decisão sobre o título de Senegal poderá representar um duro golpe na autoridade de Motsepe e na integridade das instâncias disciplinares da confederação.
Para os adeptos, resta a expectativa de ver mais bandeiras representadas no maior palco do continente, esperando que a qualidade do futebol dentro das quatro linhas consiga superar as crises administrativas fora delas.
Imagem: Africanfootball

