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Josefá Aurelio e Auladyo Paris contam como foi arbitrar nas qualificações do CAN

Data da publição: Abr 11, 2026

Josefá Aurelio e Auladyo Paris destacam desafios, percurso e ambições em entrevista

A equipa de arbitragem internacional de São Tomé e Príncipe esteve em destaque no confronto entre Eswatini e Eritreia, a contar para a fase de qualificação do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2027. Liderada pelo árbitro principal Josefá Moreno Aurelio, e composta ainda por Luís Ferreira e José Fernandes (assistentes) e Auladyo Paris (quarto árbitro), a equipa alcançou uma avaliação alta, refletindo um desempenho de alto nível.

Em entrevista, Josefá Aurelio e Auladyo Paris partilharam detalhes sobre a nomeação, os desafios enfrentados e o percurso até este importante momento.

Nomeação recebida com orgulho e sentido de missão

Josefá Moreno explicou que a nomeação para dirigir o encontro foi feita pelo Conselho Central de Arbitragem da CAF, um momento que descreveu como marcante na sua carreira.

O árbitro destacou o orgulho de representar São Tomé e Príncipe numa competição de grande exigência, sublinhando que este tipo de oportunidade é resultado de trabalho contínuo e dedicação à arbitragem.

Um jogo de elevada exigência técnica e física

Sobre o encontro, Josefá Aurelio não escondeu os desafios enfrentados. Entre os principais obstáculos estiveram a intensidade do jogo, a qualidade técnica dos jogadores, muitos deles atuando em campeonatos diferentes, e os distintos estilos de futebol apresentados pelas duas seleções.

Outro fator determinante foi o clima. O árbitro relatou que o calor intenso e a forte exposição solar exigiram uma gestão física rigorosa ao longo da partida.

Além disso, destacou o comportamento dos jogadores e o elevado conhecimento que estes demonstraram sobre as leis do jogo, o que aumentou o nível de exigência na tomada de decisões.

Para superar essas dificuldades, Josefá Aurelio apostou numa gestão equilibrada do jogo, aplicando com rigor as leis e recorrendo também à pedagogia para manter o controlo disciplinar da partida.

Avaliação positiva reforça confiança da equipa

A classificação superior a 8.9 foi motivo de grande satisfação para toda a equipa de arbitragem.

Apesar de reconhecer que o objetivo máximo é atingir a nota 10, Josefá Aurelio considerou o resultado muito positivo e encorajador. O árbitro destacou ainda que este reconhecimento é fruto de um trabalho coletivo, envolvendo não apenas os árbitros em campo, mas também instrutores, dirigentes e colegas.

Demonstrando orgulho, afirmou que representar o país, a Federação, a Comissão Central de Arbitragem e a zona UNIFAC é uma grande responsabilidade, reforçando o compromisso de continuar a evoluir.

Formação nacional e internacional como base do sucesso

No que diz respeito ao seu percurso, Josefá Aurelio revelou que a experiência no campeonato nacional contribuiu parcialmente para a sua evolução, estimando esse contributo em cerca de 50%.

A outra metade do seu desenvolvimento, segundo o próprio, resulta da participação em formações internacionais, do acompanhamento de instrutores, com destaque para a preparação física e de um trabalho contínuo ao longo dos anos.

Transição exigente para o cenário internacional

A passagem do futebol nacional para competições internacionais trouxe várias dificuldades. Entre elas, Josefá Aurelio destacou a diferença na qualidade dos campos, o nível tático das equipas, o maior número de adeptos e o elevado conhecimento das regras por parte dos intervenientes.

Segundo o árbitro, atuar neste contexto exige uma preparação completa, tanto a nível físico como psicológico e técnico.

O papel estratégico do quarto árbitro

Auladyo Paris, quarto árbitro da partida, descreveu a experiência como gratificante, sublinhando que, apesar de já ter participado em jogos internacionais, cada encontro representa uma nova missão.

Explicou que a sua função vai além da simples presença na linha lateral, sendo responsável por manter a ordem nos bancos técnicos, garantir o cumprimento dos procedimentos administrativos antes e após o jogo, e prestar apoio direto à equipa de arbitragem.

Destacou ainda o facto de ter acompanhado de perto o desempenho de Josefá Aurelio no seu primeiro jogo como árbitro principal neste nível, contribuindo com orientações sempre que necessário.

Trabalho em equipa e comunicação como chave do sucesso

Auladyo Paris elogiou a comunicação entre os árbitros, classificando-a como “muitíssimo boa”. Segundo explicou, o facto de a equipa já ter trabalhado junta anteriormente facilitou a coordenação e a tomada de decisões durante o jogo.

Diferenças claras entre o futebol nacional e internacional

Na análise comparativa, Auladyo Paris destacou que, embora as leis do jogo sejam universais, existem diferenças significativas entre o futebol praticado em São Tomé e Príncipe e o contexto internacional.

Entre os principais aspetos, apontou o menor conhecimento das regras por parte de alguns jogadores no campeonato nacional e a menor intensidade dos jogos, em contraste com o ritmo elevado e a exigência física das competições internacionais.

Exigência crescente na carreira internacional

Auladyo Paris reconheceu que atingir o estatuto de árbitro internacional, alcançado em 2018, não foi marcado por grandes obstáculos, mas sim por um aumento significativo das exigências.

Segundo afirmou, quanto mais alto o nível, maior a responsabilidade e a necessidade de trabalho contínuo.

Boas prestações podem abrir portas para o país

Ambos os árbitros acreditam que desempenhos positivos como este podem contribuir para abrir novas oportunidades a outros árbitros são-tomenses.

Para Auladyo Paris, o sucesso individual e coletivo ajuda a projetar a arbitragem nacional no cenário africano, criando mais espaço para futuras nomeações.

Mensagem de inspiração aos jovens árbitros

Josefá Aurelio deixou um apelo claro aos jovens de São Tomé e Príncipe: nunca desistirem dos seus sonhos.

Defendeu que a arbitragem deve ser encarada como uma carreira possível e digna, reforçando que o sucesso só é alcançado com trabalho, dedicação e perseverança.

Agradecimentos: um percurso feito com apoio coletivo

No final da entrevista, Josefá Aurelio fez questão de expressar a sua gratidão a todos que contribuíram para a sua trajetória.

Em primeiro lugar, agradeceu a Deus pela vida e saúde. Destacou também o papel fundamental de Adélcio Costa, a quem atribui o início da sua carreira, por tê-lo encaminhado para a academia de arbitragem.

Reconheceu ainda o apoio de Santilan Santos, que acreditou no seu potencial e lhe deu força ao longo do percurso, bem como de Gervim Costa e dos seus instrutores, pela formação e orientação.

Agradeceu igualmente à Comissão Central de Arbitragem, pela confiança depositada, e à sua família, pelo apoio constante.

Por fim, deixou um agradecimento especial a Jerciley Silva, destacando o esforço desta figura na sua ascensão ao estatuto internacional.

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Publicado por: Redação

Josefá Aurelio e Auladyo Paris contam como foi arbitrar nas qualificações do CAN

Data da publição: Abr 11, 2026

Josefá Aurelio e Auladyo Paris destacam desafios, percurso e ambições em entrevista

A equipa de arbitragem internacional de São Tomé e Príncipe esteve em destaque no confronto entre Eswatini e Eritreia, a contar para a fase de qualificação do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2027. Liderada pelo árbitro principal Josefá Moreno Aurelio, e composta ainda por Luís Ferreira e José Fernandes (assistentes) e Auladyo Paris (quarto árbitro), a equipa alcançou uma avaliação alta, refletindo um desempenho de alto nível.

Em entrevista, Josefá Aurelio e Auladyo Paris partilharam detalhes sobre a nomeação, os desafios enfrentados e o percurso até este importante momento.

Nomeação recebida com orgulho e sentido de missão

Josefá Moreno explicou que a nomeação para dirigir o encontro foi feita pelo Conselho Central de Arbitragem da CAF, um momento que descreveu como marcante na sua carreira.

O árbitro destacou o orgulho de representar São Tomé e Príncipe numa competição de grande exigência, sublinhando que este tipo de oportunidade é resultado de trabalho contínuo e dedicação à arbitragem.

Um jogo de elevada exigência técnica e física

Sobre o encontro, Josefá Aurelio não escondeu os desafios enfrentados. Entre os principais obstáculos estiveram a intensidade do jogo, a qualidade técnica dos jogadores, muitos deles atuando em campeonatos diferentes, e os distintos estilos de futebol apresentados pelas duas seleções.

Outro fator determinante foi o clima. O árbitro relatou que o calor intenso e a forte exposição solar exigiram uma gestão física rigorosa ao longo da partida.

Além disso, destacou o comportamento dos jogadores e o elevado conhecimento que estes demonstraram sobre as leis do jogo, o que aumentou o nível de exigência na tomada de decisões.

Para superar essas dificuldades, Josefá Aurelio apostou numa gestão equilibrada do jogo, aplicando com rigor as leis e recorrendo também à pedagogia para manter o controlo disciplinar da partida.

Avaliação positiva reforça confiança da equipa

A classificação superior a 8.9 foi motivo de grande satisfação para toda a equipa de arbitragem.

Apesar de reconhecer que o objetivo máximo é atingir a nota 10, Josefá Aurelio considerou o resultado muito positivo e encorajador. O árbitro destacou ainda que este reconhecimento é fruto de um trabalho coletivo, envolvendo não apenas os árbitros em campo, mas também instrutores, dirigentes e colegas.

Demonstrando orgulho, afirmou que representar o país, a Federação, a Comissão Central de Arbitragem e a zona UNIFAC é uma grande responsabilidade, reforçando o compromisso de continuar a evoluir.

Formação nacional e internacional como base do sucesso

No que diz respeito ao seu percurso, Josefá Aurelio revelou que a experiência no campeonato nacional contribuiu parcialmente para a sua evolução, estimando esse contributo em cerca de 50%.

A outra metade do seu desenvolvimento, segundo o próprio, resulta da participação em formações internacionais, do acompanhamento de instrutores, com destaque para a preparação física e de um trabalho contínuo ao longo dos anos.

Transição exigente para o cenário internacional

A passagem do futebol nacional para competições internacionais trouxe várias dificuldades. Entre elas, Josefá Aurelio destacou a diferença na qualidade dos campos, o nível tático das equipas, o maior número de adeptos e o elevado conhecimento das regras por parte dos intervenientes.

Segundo o árbitro, atuar neste contexto exige uma preparação completa, tanto a nível físico como psicológico e técnico.

O papel estratégico do quarto árbitro

Auladyo Paris, quarto árbitro da partida, descreveu a experiência como gratificante, sublinhando que, apesar de já ter participado em jogos internacionais, cada encontro representa uma nova missão.

Explicou que a sua função vai além da simples presença na linha lateral, sendo responsável por manter a ordem nos bancos técnicos, garantir o cumprimento dos procedimentos administrativos antes e após o jogo, e prestar apoio direto à equipa de arbitragem.

Destacou ainda o facto de ter acompanhado de perto o desempenho de Josefá Aurelio no seu primeiro jogo como árbitro principal neste nível, contribuindo com orientações sempre que necessário.

Trabalho em equipa e comunicação como chave do sucesso

Auladyo Paris elogiou a comunicação entre os árbitros, classificando-a como “muitíssimo boa”. Segundo explicou, o facto de a equipa já ter trabalhado junta anteriormente facilitou a coordenação e a tomada de decisões durante o jogo.

Diferenças claras entre o futebol nacional e internacional

Na análise comparativa, Auladyo Paris destacou que, embora as leis do jogo sejam universais, existem diferenças significativas entre o futebol praticado em São Tomé e Príncipe e o contexto internacional.

Entre os principais aspetos, apontou o menor conhecimento das regras por parte de alguns jogadores no campeonato nacional e a menor intensidade dos jogos, em contraste com o ritmo elevado e a exigência física das competições internacionais.

Exigência crescente na carreira internacional

Auladyo Paris reconheceu que atingir o estatuto de árbitro internacional, alcançado em 2018, não foi marcado por grandes obstáculos, mas sim por um aumento significativo das exigências.

Segundo afirmou, quanto mais alto o nível, maior a responsabilidade e a necessidade de trabalho contínuo.

Boas prestações podem abrir portas para o país

Ambos os árbitros acreditam que desempenhos positivos como este podem contribuir para abrir novas oportunidades a outros árbitros são-tomenses.

Para Auladyo Paris, o sucesso individual e coletivo ajuda a projetar a arbitragem nacional no cenário africano, criando mais espaço para futuras nomeações.

Mensagem de inspiração aos jovens árbitros

Josefá Aurelio deixou um apelo claro aos jovens de São Tomé e Príncipe: nunca desistirem dos seus sonhos.

Defendeu que a arbitragem deve ser encarada como uma carreira possível e digna, reforçando que o sucesso só é alcançado com trabalho, dedicação e perseverança.

Agradecimentos: um percurso feito com apoio coletivo

No final da entrevista, Josefá Aurelio fez questão de expressar a sua gratidão a todos que contribuíram para a sua trajetória.

Em primeiro lugar, agradeceu a Deus pela vida e saúde. Destacou também o papel fundamental de Adélcio Costa, a quem atribui o início da sua carreira, por tê-lo encaminhado para a academia de arbitragem.

Reconheceu ainda o apoio de Santilan Santos, que acreditou no seu potencial e lhe deu força ao longo do percurso, bem como de Gervim Costa e dos seus instrutores, pela formação e orientação.

Agradeceu igualmente à Comissão Central de Arbitragem, pela confiança depositada, e à sua família, pelo apoio constante.

Por fim, deixou um agradecimento especial a Jerciley Silva, destacando o esforço desta figura na sua ascensão ao estatuto internacional.

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