Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

JUBA FC quebra o silêncio e explica ausência diante do Riboque: «Não fugimos da competição. Fugimos, sim, da violência»

Data da publição: Ago 31, 2026

A polémica em torno da não comparência do JUBA FC no encontro frente ao Vitória FC Riboque, referente à 16.ª jornada da 1.ª Divisão, ganhou esta segunda-feira um novo capítulo. A direção do clube de Diogo Simão veio a público explicar as razões que estiveram na origem da decisão de não se apresentar no Estádio de Riboque, garantindo que a ausência não significou uma recusa em disputar a partida.

Numa nota de imprensa divulgada esta segunda-feira, 31 de agosto, o JUBA FC rejeita a ideia de que tenha “fugido” ao jogo e sustenta que a decisão foi tomada exclusivamente por razões de segurança, com o objetivo de proteger jogadores, equipa técnica, dirigentes e adeptos.

Clube diz ter alertado a Federação antes do encontro

De acordo com a versão apresentada pelo JUBA FC, a direção comunicou formalmente à Federação Santomense de Futebol (FSF) e à Comissão Organizadora de Competições (COCAN), no dia 25 de agosto, as suas preocupações relativamente às condições de segurança para o encontro diante do Vitória FC Riboque.

O clube sublinha que, nessa comunicação, não recusou disputar a partida nem manifestou intenção de abandonar a competição, defendendo que procurou antecipar e prevenir possíveis incidentes.

Na fundamentação das preocupações apresentadas às entidades responsáveis pelo futebol nacional, o JUBA FC aponta para um histórico de tensão entre adeptos das duas formações e recorda um episódio em que, segundo o clube, um dos seus jogadores foi atingido na cabeça por uma pedra após um encontro frente à UDESCAI. O JUBA afirma que o autor da alegada agressão foi identificado como simpatizante do Vitória FC Riboque e que uma fotografia do atleta ferido foi anexada à comunicação enviada à Federação.

Campo neutro e reforço da segurança entre os pedidos

Perante as preocupações manifestadas, o JUBA FC revela ter colocado duas possibilidades em cima da mesa: a realização do encontro num campo neutro, admitindo que o próprio Vitória FC Riboque pudesse indicar o recinto, e um reforço significativo das medidas de segurança e do policiamento durante a partida.

Para a direção do clube de Diogo Simão, estas solicitações enquadravam-se numa estratégia preventiva e não numa tentativa de evitar o confronto desportivo.

O JUBA reconhece, no comunicado, a obrigação dos clubes em respeitarem os calendários e regulamentos das competições, mas considera que a proteção da integridade física dos intervenientes deve prevalecer perante situações em que entende não existirem garantias suficientes de segurança.

JUBA aponta problema mais amplo no futebol santomense

A nota vai além do episódio envolvendo Riboque e JUBA. A direção chama a atenção para aquilo que considera serem vários episódios de violência e problemas de segurança registados ao longo da presente temporada no futebol nacional.

Na perspetiva do clube, a situação exige uma reflexão das entidades responsáveis, defendendo que jogadores, treinadores, árbitros e adeptos não devem terminar partidas receando possíveis agressões.

Segundo o JUBA FC, apesar das diligências realizadas antes da partida, não foi encontrada uma solução que, na avaliação da sua direção, oferecesse garantias suficientes para jogadores, equipa técnica e adeptos. Foi nesse contexto que o clube decidiu não comparecer no Estádio do Riboque.

«Não fugimos da competição. Fugimos, sim, da violência»

Num dos trechos mais fortes do comunicado, o clube garante que continuará comprometido com o Campeonato Nacional e com o desenvolvimento do futebol santomense.

“Não fugimos de desafios. Não fugimos de adversários. Não fugimos da competição. Fugimos, sim, da violência”, sustenta a direção, lamentando que os alertas apresentados antes do encontro não tenham resultado numa solução considerada suficientemente tranquilizadora para todas as partes.

O JUBA termina reiterando que não pretende obter vantagens fora das quatro linhas e que deseja competir “dentro do campo, com futebol, respeito e segurança”.

A posição agora tornada pública acrescenta mais um capítulo à polémica em torno de um dos encontros da 16.ª jornada. A eventual consequência desportiva e disciplinar da não comparência deverá depender da apreciação dos órgãos competentes, perante os regulamentos aplicáveis e os elementos apresentados pelas partes envolvidas.

Últimas

Publicado por: Redação

JUBA FC quebra o silêncio e explica ausência diante do Riboque: «Não fugimos da competição. Fugimos, sim, da violência»

Data da publição: Ago 31, 2026

A polémica em torno da não comparência do JUBA FC no encontro frente ao Vitória FC Riboque, referente à 16.ª jornada da 1.ª Divisão, ganhou esta segunda-feira um novo capítulo. A direção do clube de Diogo Simão veio a público explicar as razões que estiveram na origem da decisão de não se apresentar no Estádio de Riboque, garantindo que a ausência não significou uma recusa em disputar a partida.

Numa nota de imprensa divulgada esta segunda-feira, 31 de agosto, o JUBA FC rejeita a ideia de que tenha “fugido” ao jogo e sustenta que a decisão foi tomada exclusivamente por razões de segurança, com o objetivo de proteger jogadores, equipa técnica, dirigentes e adeptos.

Clube diz ter alertado a Federação antes do encontro

De acordo com a versão apresentada pelo JUBA FC, a direção comunicou formalmente à Federação Santomense de Futebol (FSF) e à Comissão Organizadora de Competições (COCAN), no dia 25 de agosto, as suas preocupações relativamente às condições de segurança para o encontro diante do Vitória FC Riboque.

O clube sublinha que, nessa comunicação, não recusou disputar a partida nem manifestou intenção de abandonar a competição, defendendo que procurou antecipar e prevenir possíveis incidentes.

Na fundamentação das preocupações apresentadas às entidades responsáveis pelo futebol nacional, o JUBA FC aponta para um histórico de tensão entre adeptos das duas formações e recorda um episódio em que, segundo o clube, um dos seus jogadores foi atingido na cabeça por uma pedra após um encontro frente à UDESCAI. O JUBA afirma que o autor da alegada agressão foi identificado como simpatizante do Vitória FC Riboque e que uma fotografia do atleta ferido foi anexada à comunicação enviada à Federação.

Campo neutro e reforço da segurança entre os pedidos

Perante as preocupações manifestadas, o JUBA FC revela ter colocado duas possibilidades em cima da mesa: a realização do encontro num campo neutro, admitindo que o próprio Vitória FC Riboque pudesse indicar o recinto, e um reforço significativo das medidas de segurança e do policiamento durante a partida.

Para a direção do clube de Diogo Simão, estas solicitações enquadravam-se numa estratégia preventiva e não numa tentativa de evitar o confronto desportivo.

O JUBA reconhece, no comunicado, a obrigação dos clubes em respeitarem os calendários e regulamentos das competições, mas considera que a proteção da integridade física dos intervenientes deve prevalecer perante situações em que entende não existirem garantias suficientes de segurança.

JUBA aponta problema mais amplo no futebol santomense

A nota vai além do episódio envolvendo Riboque e JUBA. A direção chama a atenção para aquilo que considera serem vários episódios de violência e problemas de segurança registados ao longo da presente temporada no futebol nacional.

Na perspetiva do clube, a situação exige uma reflexão das entidades responsáveis, defendendo que jogadores, treinadores, árbitros e adeptos não devem terminar partidas receando possíveis agressões.

Segundo o JUBA FC, apesar das diligências realizadas antes da partida, não foi encontrada uma solução que, na avaliação da sua direção, oferecesse garantias suficientes para jogadores, equipa técnica e adeptos. Foi nesse contexto que o clube decidiu não comparecer no Estádio do Riboque.

«Não fugimos da competição. Fugimos, sim, da violência»

Num dos trechos mais fortes do comunicado, o clube garante que continuará comprometido com o Campeonato Nacional e com o desenvolvimento do futebol santomense.

“Não fugimos de desafios. Não fugimos de adversários. Não fugimos da competição. Fugimos, sim, da violência”, sustenta a direção, lamentando que os alertas apresentados antes do encontro não tenham resultado numa solução considerada suficientemente tranquilizadora para todas as partes.

O JUBA termina reiterando que não pretende obter vantagens fora das quatro linhas e que deseja competir “dentro do campo, com futebol, respeito e segurança”.

A posição agora tornada pública acrescenta mais um capítulo à polémica em torno de um dos encontros da 16.ª jornada. A eventual consequência desportiva e disciplinar da não comparência deverá depender da apreciação dos órgãos competentes, perante os regulamentos aplicáveis e os elementos apresentados pelas partes envolvidas.

Publicado por: Redação

Últimas

Discover more from Futebol São Tomé e Príncipe

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading