Apesar de ainda não ter sido tornada pública uma avaliação oficial da prestação da equipa de arbitragem santomense, o Futebol STP procurou perceber como foi vista a atuação de Adélcio Costa e dos restantes elementos do quarteto no Gabão.
O nosso portal realizou uma pesquisa por jornais, portais desportivos, rádios e outros órgãos de comunicação social do Gabão e da Namíbia, os dois países representados pelas equipas que estiveram em campo, procurando referências à arbitragem, eventuais protestos, decisões controversas ou críticas dirigidas aos árbitros santomenses.
Até ao momento, nas fontes consultadas pelo Futebol STP, não encontrámos referências a erros graves, polémicas de arbitragem ou contestação relevante às decisões tomadas por Adélcio Costa e pela sua equipa.
As crónicas gabonesas localizadas após a partida concentram a análise essencialmente na prestação das duas equipas, nos golos e na superioridade demonstrada pelo Mangasport. Publicações como GabonClic e Gabon Review, por exemplo, descrevem a vitória da formação da casa sem apontarem controvérsias relacionadas com a equipa de arbitragem santomense.
Trata-se de um dado particularmente relevante tendo em conta que Adélcio estava perante o primeiro grande teste internacional da carreira na condição de árbitro principal.
Adélcio não esteve sozinho nesta missão. A CAF confiou o encontro a um quarteto inteiramente santomense.
Abelmiro Reis desempenhou as funções de primeiro árbitro assistente, enquanto Jerciley Costa foi o segundo assistente. Para Jerciley, a nomeação teve igualmente um sabor especial, uma vez que representou a sua estreia num encontro internacional depois de ascender este ano à categoria internacional. Auladyo Paris completou a equipa na condição de quarto árbitro.
Uma presença coletiva que deu ainda maior dimensão à nomeação e colocou a arbitragem de São Tomé e Príncipe sob os holofotes da principal competição africana de clubes.
Ausência de críticas não substitui avaliação da CAF
Importa, contudo, estabelecer uma diferença fundamental.
O facto de não terem sido encontradas críticas significativas à arbitragem não significa que Adélcio Costa tenha recebido oficialmente uma nota positiva da CAF. A avaliação técnica da prestação dos árbitros é da responsabilidade dos organismos competentes da Confederação Africana de Futebol, e o Futebol STP não teve acesso, até ao momento, a qualquer classificação ou relatório oficial relativo ao desempenho do quarteto santomense.
Por essa razão, seria prematuro atribuir uma classificação à atuação de Adélcio.
O que a investigação realizada pelo nosso portal permite constatar é que a estreia decorreu sem ruído mediático em torno da arbitragem. Num encontro internacional da Liga dos Campeões Africanos, e sobretudo para um árbitro que assumia pela primeira vez essa responsabilidade, não deixa de ser um indicador encorajador.
Um primeiro passo que pode abrir novas portas
A nomeação de Adélcio Costa representa também um sinal importante para a arbitragem santomense.
Chegar ao quadro internacional é apenas uma etapa. Conquistar a confiança necessária para receber nomeações como árbitro principal e dar continuidade a essas oportunidades é outro desafio.
Depois de anos de presença internacional desempenhando outras funções, Adélcio recebeu finalmente da CAF a responsabilidade de assumir o centro do terreno e comandar uma equipa de arbitragem num encontro oficial internacional.
A missão no Gabão está cumprida.
Agora, será importante acompanhar as próximas nomeações para perceber se esta estreia será seguida de novas oportunidades para Adélcio Costa e para os restantes árbitros santomenses.
Para São Tomé e Príncipe, fica uma imagem de enorme simbolismo: quatro árbitros nacionais juntos num palco da Liga dos Campeões Africanos. Para Adélcio Costa, em particular, Franceville poderá ficar marcado como o lugar onde terminou uma longa espera e começou uma nova etapa da sua carreira internacional.
Do quarto árbitro ao homem do apito: Adélcio Costa já deu o primeiro passo. O próximo desafio será transformar a estreia numa presença regular nos palcos da arbitragem africana.

