A conquista do Campeonato Regional do Príncipe pelo Clube Desportivo 1.º de Maio tem jogadores, equipa técnica e adeptos como protagonistas, mas também um projeto diretivo que encontrou em Edilson Freire um dos seus principais rostos. No cargo há cerca de três anos, o jovem presidente viu finalmente o Djunta Món regressar ao título, depois de duas temporadas em que o clube esteve muito perto da conquista.
O Clube Desportivo 1.º de Maio voltou a celebrar o título regional 23 anos depois e, para além dos protagonistas dentro das quatro linhas, há um nome incontornável no projeto que conduziu o clube novamente ao topo do futebol da Região Autónoma do Príncipe: Edilson Freire.
Um dos presidentes mais jovens entre os clubes da região, Edilson Freire assumiu a liderança do 1.º de Maio há cerca de três anos, com o desafio de devolver protagonismo a um histórico do futebol do Príncipe.
O caminho não produziu resultados imediatos. Nas duas últimas temporadas, o Djunta Món esteve próximo da conquista, mas viu o título escapar. Em 2026, a história foi diferente.
O 1.º de Maio transformou a regularidade dos últimos anos numa campanha de campeão e confirmou a conquista com uma goleada por 8-0 diante do Sundy, colocando definitivamente um ponto final numa espera de mais de duas décadas.
Organização como ponto de partida
Em declarações à Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe após a conquista, Edilson Freire apontou a organização como uma das principais bases do sucesso alcançado pelo clube, acompanhada pelo investimento realizado para tornar o projeto mais competitivo.
A mensagem do presidente ajuda a explicar uma conquista que não nasceu apenas na reta final do campeonato.
O título foi sendo construído através de um processo que procurou dar estabilidade ao clube e criar melhores condições para que a equipa pudesse voltar a competir pelo primeiro lugar.
Depois de bater à porta nas últimas épocas, o 1.º de Maio conseguiu finalmente entrar.
E fê-lo com autoridade. O Djunta Món garantiu matematicamente o campeonato à 19.ª jornada, depois de uma campanha marcada pela regularidade e por uma reta final particularmente forte.
Um jovem presidente e uma espera de 23 anos
A conquista ganha uma dimensão especial quando colocada ao lado da juventude de quem lidera atualmente o clube.
Edilson Freire é um dos presidentes mais jovens do futebol da Região Autónoma do Príncipe e, cerca de três anos depois de assumir o cargo, fica associado ao momento em que o 1.º de Maio conseguiu terminar um jejum de 23 anos sem conquistar o campeonato regional.
É um contraste simbólico: um dirigente de uma nova geração à frente de um clube que procurava recuperar uma conquista que já não celebrava há mais de duas décadas.
Mas, para Edilson Freire, o título não representa um ponto de chegada.
A mensagem deixada depois da conquista aponta para a intenção de continuar a fazer o clube crescer, conquistar o seu próprio espaço e afirmar o 1.º de Maio para além das fronteiras da ilha.
Do título regional para o sonho nacional
O próximo desafio será ainda maior.
Depois de conquistar o Príncipe, o 1.º de Maio terá a oportunidade de lutar pelo título de campeão nacional de São Tomé e Príncipe.
O campeão da Região Autónoma do Príncipe enfrentará o campeão da ilha de São Tomé numa decisão disputada a duas mãos, com o resultado agregado dos dois encontros a determinar o campeão nacional.
Edilson Freire já deixou clara a ambição: o Djunta Món não pretende chegar a essa decisão apenas para participar.
O objetivo é lutar pela conquista.
Será também um teste diferente para o projeto. O título regional confirmou a força da equipa no Príncipe, a decisão nacional colocará o 1.º de Maio perante o campeão de São Tomé e num patamar competitivo distinto.
É nesse palco que o clube terá a oportunidade de perceber até onde pode chegar o trabalho desenvolvido nos últimos anos.
Um título que valida um projeto
No futebol, os presidentes não entram em campo, não marcam golos e não defendem resultados. Mas as condições criadas fora das quatro linhas acabam inevitavelmente por ter influência no trabalho realizado dentro delas.
É por isso que a conquista do 1.º de Maio também deve ser analisada para além dos 90 minutos.
Os golos de Jaymilson, a contribuição dos restantes jogadores, o trabalho da equipa técnica e o apoio dos adeptos foram fundamentais para devolver o campeonato ao clube. Por detrás dessa caminhada esteve também uma direção que apostou na organização, procurou estabilidade e manteve o projeto mesmo depois de o título ter escapado nas temporadas anteriores.
Edilson Freire tornou-se, assim, um dos principais rostos de uma conquista aguardada durante 23 anos.
O jovem presidente conseguiu aquilo que perseguia desde que assumiu os destinos do clube: devolver o Djunta Món ao topo do futebol do Príncipe.
Agora começa uma nova etapa.
O título regional já está garantido. A espera de 23 anos terminou. O Djunta Món voltou ao trono.
E Edilson Freire já aponta ao próximo objetivo: levar o 1.º de Maio à luta pelo título de campeão nacional de São Tomé e Príncipe.

