O presidente do Desportivo Palmar, José Machado, veio a público manifestar o seu descontentamento com a situação do futebol santomense, questionando a ausência dos troféus, a não realização dos últimos jogos dos campeonatos da segunda e da terceira divisão e a falta de esclarecimentos por parte dos responsáveis.
O dirigente considera incompreensível que os clubes continuem sem respostas, apesar do esforço financeiro e humano necessário para manter as equipas em atividade. Para José Machado, a mesma disponibilidade demonstrada na divulgação de obras públicas deveria existir quando surgem problemas que afetam diretamente o desporto nacional.
“Da mesma forma que se chama a comunicação social para mostrar as obras feitas, também se devia chamá-la para explicar por que razão a taça não chegou”, afirmou.
As críticas estendem-se também à situação política do país. José Machado questiona se os problemas do futebol terão de esperar pela formação do novo Governo para merecerem a devida atenção, numa altura em que persistem dúvidas sobre a conclusão das competições.
Outro ponto levantado pelo presidente do Palmar prende-se com a seleção nacional sub-15, nomeadamente os critérios utilizados na escolha dos jogadores. O dirigente questiona onde foram observados e avaliados os jovens convocados, tendo em conta aquilo que descreve como a ausência de campeonatos e torneios regulares nos escalões de formação.
José Machado deixa ainda um recado à comunicação social, defendendo uma postura mais interventiva na fiscalização da gestão do futebol nacional, através de perguntas e da procura de esclarecimentos junto das entidades responsáveis.
O presidente do Desportivo Palmar, clube que conquistou o título da 2.ª Divisão e garantiu a subida ao principal escalão, sublinha que as suas preocupações refletem a realidade de quem trabalha diariamente para manter o futebol vivo, apelando a maior transparência, responsabilidade e respeito pelos clubes e adeptos santomenses.

