A partida entre o Trindade FC e o Santa Margarida, referente à 2.ª eliminatória da Taça de São Tomé e Príncipe, terminou envolta em forte controvérsia, após ser interrompida quando faltavam apenas cinco minutos para o apito final.
Perante um adversário da 1.ª Divisão, o Santa Margarida da Divisão de Honra não se deixou intimidar e demonstrou desde cedo que não estava disposto a desempenhar o papel de vítima. Com uma exibição corajosa e disciplinada, a equipa visitante discutiu o jogo de igual para igual e colocou o Trindade FC sob pressão durante largos períodos da partida.
O jogo foi disputado com grande intensidade durante praticamente todo o encontro. Apesar do favoritismo atribuído à equipa da casa, o Santa Margarida revelou-se um verdadeiro osso duro de roer, equilibrando as operações e criando vários problemas ao conjunto trindadense.
A resistência dos visitantes acabou por ser recompensada já na segunda parte. Quando o relógio caminhava para os minutos finais, o Santa Margarida conseguiu chegar ao golo da vantagem, silenciando grande parte dos adeptos presentes e ficando muito perto de uma das maiores surpresas desta fase da competição.
Perante a desvantagem, o Trindade FC lançou-se ao ataque em busca do empate. A equipa da casa aumentou a pressão e procurou chegar ao golo que pudesse manter viva a esperança de seguir em frente na eliminatória.
Foi então que surgiu o lance que mudou completamente o rumo da partida.
Numa jogada de ataque do Trindade FC, uma bola que, segundo vários intervenientes e adeptos do Santa Margarida, teria ultrapassado claramente a linha lateral acabou por permanecer em jogo. Enquanto os protestos se faziam ouvir, o árbitro principal deixou a jogada seguir, apesar de o árbitro assistente já ter assinalado a saída da bola com a bandeirola levantada.
Perante a perplexidade dos jogadores e adeptos visitantes, a jogada prosseguiu e culminou no golo do empate para o Trindade FC.
O lance provocou imediatamente uma onda de indignação. Adeptos do Santa Margarida invadiram o terreno de jogo em protesto contra a decisão, obrigando à interrupção do encontro.
Seguiram-se vários minutos de tensão, discussões e tentativas de mediação. O delegado ao jogo reuniu com responsáveis das duas equipas numa tentativa de encontrar uma solução para o impasse.
Segundo informações recolhidas no local, acabou por ser tomada a decisão de anular o golo do Trindade FC, considerando que a jogada deveria ter sido interrompida após a sinalização do árbitro assistente.
Contudo, a medida não trouxe a tranquilidade desejada. Desta vez, os protestos surgiram do lado do Trindade FC, que defendia que o golo já tinha sido validado pela equipa de arbitragem e que a decisão não poderia ser revertida posteriormente.
Sem consenso entre as partes e com o ambiente já longe das condições necessárias para a continuação da partida, o encontro acabou por não ser retomado.
Agora, todas as atenções voltam-se para os órgãos competentes, que deverão analisar o relatório da equipa de arbitragem e do delegado ao jogo para decidir qual será o desfecho desta eliminatória.
Até lá, permanece uma pergunta sem resposta: o Santa Margarida estava prestes a consumar uma surpresa histórica ou o Trindade FC ainda teria tempo para evitar a eliminação?

